As Doenças Raras: Trissomia
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Trissomia - Definição, Tipos, Causas, Diagnóstico, Tratamento, Prevenção, Doenças Raras

A Trissomia consiste na presença de três cromossomas de um tipo específico (o normal são dois cromossomas). Portanto, na presença de três cromossomas o indivíduo apresenta Trissomia, se por exemplo ela ocorrer no par de cromossomas 21 ela é designada de Trissomia 21. A maioria resulta de num número variável de deficiências à nascença sendo frequente a ocorrência de mortes precoces. Uma Trissomia diz-se que é parcial quando uma parte de um cromossoma extra é acoplado a um dos outros cromossomas. Uma Trissomia em mosaico é uma condição em que nem todas as células contêm a informação genética do cromossoma extra.

Tipos mais comuns de Trissomia:

Trissomia relacionada com cromossomas sexuais:

  • Trissomia 10 - Síndrome Triplo X
  • Síndrome de Klinefelter  (47 XXY)
  • Trissomia XYY
A Síndrome de Turner é uma desordem no número de cromossomas sexuais, contudo não é considera uma Trissomia. As Trissomias são chamadas aneuploidias devido ao ganho de material genético resultante de uma mutação cromossómica numérica, passando haver 3 cromossomas nesse par em vez do normal 2 cromossomas. Estas mutações têm repercussões ao nível do fenótipo, resultando num conjunto de sintomas muito específico, denominado de síndrome. As anomalias podem ocorrer nos autossomas, quando ocorre nos cromossomas não sexuais ou numéricos, ou nos heterossomas, quando ocorrem nos cromossomas sexuais XX ou XY.
       
As Trissomias podem dividir-se em simples ou homogéneas, conforme ocorram antes da fecundação, devido a um erro na distribuição dos cromossomas, ou em mosaico, quando ocorrem na fase embrionária. As homogéneas podem ainda subdividir-se em parciais, quando em excesso está apenas parte de um cromossoma, ou totais, se ocorrem efectivamente três cromossomas inteiros ou como resultado de translocação, quando o cromossoma extra está ligado a outro tipo de cromossoma. O mosaicismo está presente quando apenas algumas das células contêm a mutação.

Causas de Trissomia


Pensa-se que a Trissomia é tão antiga como o Homem, pois foram encontradas algumas pinturas rupestres que retratavam esta deficiência. Ela surge como resultado de uma não disjunção dos cromossomas homólogos durante a meiose ou devido a mutações durante a fase embrionária, também denominada de mosaicismo. Porém pode também resultar de uma translocação, simples ou recíproca, em que uma parte de um cromossoma se liga a outro cromossoma.
          
A explicação existente e mais aceite para o aparecimento da Síndrome de Down é o envelhecimento normal do processo de reprodução. A idade da mãe influencia o risco da mutação para a doença, aumentando significativamente a partir dos 35 anos. São muito importantes as consultas de aconselhamento genético, em especial a partir desta data. Porém, por entendimentos que se prendem essencialmente com as taxas de fecundidade dos diferentes grupos etários, mais de 70% das crianças com Trissomia 21 têm uma mãe com idade inferior a 35 anos. A idade do pai, a partir dos 55 anos, é também propícia ao aparecimento de mutações. Além de tudo isto descrito anteriormente existem outros factores externos que podem contribuir para a ocorrência de erros genéticos, como por exemplo: consumo de álcool e drogas, problemas infecciosos, exposição frequente a radiação, stresse, problemas da tiróide materna, carências vitamínicas, alterações consideráveis da concentração de elementos do sangue e precedentes familiares ou translocação num dos progenitores. Cerca de 4% dos casos de Trissomia 21 devem-se a factores hereditários.

Diagnóstico

Hoje em dia é possível efectuar o diagnóstico das Trissomias durante a gravidez. Através de um rastreio pré-natal, com diversas análises e ecografias, é possível calcular o risco de um feto ser afectado por uma determinada anomalia. E esse divide-se em dois tipos, o positivo, quando o risco de aparecimento de anomalias é elevado e o negativo, quando este é reduzido.

O risco de Trissomia 21 e Trissomia 18 é estimado pela idade da mulher, quanto maior, maior a probabilidade de ocorrer a deficiência, pelos valores das análises de sangue, que permitem avaliar vários padrões, como por exemplo, funções hepáticas, glicemia e ainda infecções que causam alterações no desenvolvimento fetal, como a rubéola e a toxoplasmose. Esta avaliação permite encaminhar os casais para consultas de aconselhamento genético, onde os pais são esclarecidos sobre as possibilidades de rastreio, de diagnóstico e prognóstico, bem como os possíveis tratamentos. Este rastreio permite à mãe decidir sobre a realização de testes de diagnóstico específicos que permitam detectar uma possível mutação.

Os métodos de diagnóstico pré-natal podem dividirem-se em invasivos e não invasivos. O método principal não invasivo é a ecografia, que permite diagnosticar malformações morfológicas do feto como a translucência da nuca, os membros curtos, ponte nasal deprimida, prega simiesca e hipoplasia. Os métodos invasivos comportam a colheita de produtos fetais, como o líquido amniótico ou o sangue do cordão umbilical, realizando-se posteriormente um estudo cromossómico. A amniocentese é a forma mais utilizada para se conseguirem esses produtos. Ainda dentro dos métodos invasivos, mas situação não tão comum como as anteriores, têm-se a colheita de amostras das vilosidades coriónicas. Este método consiste na retirada de uma amostra de um pedaço de tecido placentário, que pode ser efetuada tanto por via vaginal como por via abdominal. Apesar de este método ser responsável por causar mais abortos que a amniocentese, permite resultados mais rápidos. Por último existe ainda a dosagem de alfafetoproteína materna, níveis baixos desta proteína podem estar relacionados com erros cromossómicos, nomeadamente a Trissomia. Os métodos invasivos, ainda que possam provocar problemas na gravidez, são mais fidedignos que os não invasivos

Tratamento

Em relação ao tratamento da deficiência, a nível genético, ainda pouco pode ser feito, mas através de uma educação adequada podem conseguir-se excelentes resultados. Com as novas drogas existentes no mercado e com outras ainda em fase de teste têm-se conseguido bons resultados como o minimizar do atraso cognitivo transversal a grande parte destes pacientes. Tem-se também conseguido aperfeiçoar a memória, principalmente a de curto prazo, diminuindo-se a aceleração da demência e a perda de funções cognitivas.

A homeopatia tem apresentado efeitos positivos comprovados em indivíduos com Trissomia 21, controlando problemas de comportamento, desequilíbrios hormonais, problemas respiratórios, problemas gastrointestinais, problemas de pele e problemas de ouvidos. Com esta terapia têm-se evitado o uso de variadíssimos fármacos que ajudam no controlo dos principais sintomas, contudo estes têm efeitos secundários muitas vezes nefastos diminuindo as resistências dos seus portadores.

Quanto mais cedo começar a intervenção mais precocemente se consegue um desenvolvimento e uma autonomização destes indivíduos. É importante capacitar a família para que seja ela a promover o desenvolvimento da criança e aprenda a perceber as suas necessidades. Um ambiente calmo, acolhedor e estimulante favorece positivamente o desenvolvimento da criança.

Prevenção

Nos casos em que a probabilidade da mutação que causa a doença é maior, consegue-se através de rastreios de risco e do encaminhamento para consultas de aconselhamento genético efectuar alguma prevenção da mesma. Existe ainda a possibilidade da interrupção médica da gravidez, situação polémica em alguns casos. Contudo a decisão é sempre dos pais.

Fontes:

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Síndrome de Down – Trissomia 21

A Síndrome de Down é uma condição em que um indivíduo nasce com uma cópia extra do cromossoma 21. É caraterizada, geralmente, por problemas físicos e deficiência mental, contudo cada indivíduo portador da doença apresenta particulares muito específicas. Podem sofrer de outros problemas de saúde, especialmente doenças do coração, demência, problemas de audição, intestinais, oculares, tiróide e com o esqueleto. A probabilidade de ter um descendente com Síndrome de Down aumenta à medida que a mulher envelhece. Nos Estados Unidos nascem cerca de 6.000 crianças a cada ano com esta síndrome.

Causas

A Síndrome de Down é a causa de doença cromossómica mais frequente que leva a deficiência intelectual leve a moderada, ocorre em todos os grupos étnicos e económicos. O cromossoma envolvido é o 21, existindo uma cópia extra do respectivo cromossoma.

Sinais e Sintomas

Os sinais físicos comuns desta síndrome incluem:
  • Tónus muscular diminuído ou pobre
  • O desenvolvimento físico em crianças com Síndrome de Down é muitas vezes mais lento do que o desenvolvimento de crianças sem a patologia, principalmente por causa do baixo ou diminuído tónus ​​muscular
  • Pescoço curto, com excesso de pele em torno do mesmo
  • Nariz achatado
  • Cabeça, orelhas e boca de pequenas dimensões
  • Olhos oblíquos (frequentemente com uma dobra de pele que muitas vezes sai da pálpebra superior e cobre o canto interno do olho)
  • Manchas brancas na parte colorida do olho (pontos Brushfield)
  • Mãos curtas com dedos curtos e largos
  • Um único e profundo vinco na palma da mão
  • Ranhura profunda entre o primeiro e segundo dedo
  • Comprometimento cognitivo:
    • Problemas com o pensamento e a aprendizagem (geralmente, varia de moderado a leve)
    • Curto tempo de atenção
    • Julgamento deficitário
    • Comportamento impulsivo
    • Aprendizagem lenta
    • Linguagem e desenvolvimento da fala atrasados
  • Risco aumentado para outras condições de saúde:
    • Distúrbios do espectro do autismo
    • Problemas com hormonas e glândulas
    • Problemas de visão
    • Problemas de coração
    • Distúrbios auditivos.
Pais que têm filhos com síndrome de Down ou outra anomalia cromossómica, têm uma maior probabilidade de terem mais filhos portadores da doença.

Diagnóstico

Existem dois tipos de testes para o diagnóstico de síndrome de Down durante a gravidez:
  • Teste de rastreio pré-natal. Este teste determina a probabilidade de um feto ter Síndrome de Down, contudo não serve de diagnóstico definitivo sendo necessário efetuar outros testes sempre que a probabilidade é significativa.
  • Teste de diagnóstico pré-natal. Este teste determina com certezas se a Síndrome de Down está presente ou não. Os testes de diagnóstico apresentam um maior risco para o feto do que os testes de triagem.

Triagem Pré-natal para a Síndrome de Down

Existem várias opções para a triagem pré-natal da síndrome de Down:
  • Exame de sangue e ecografia durante o primeiro trimestre da gravidez
É a abordagem mais aceite para este período fetal. Um exame de sangue permite verificar se há marcadores, como determinadas proteínas, no sangue da mãe, sugerindo uma maior ou menor probabilidade de ter a doença.

Com essa probabilidade realiza-se uma ecografia fetal com o objectivo de detectar fluido na parte de posterior do pescoço do feto, esta situação geralmente indica a presença de Síndrome de Down. Esta ecografia é chamada de medida da translucência nucal.

Durante o primeiro trimestre de gravidez a utilização de ambos os métodos combinados resulta em taxas de detecção mais eficazes do que os métodos comparáveis ​​ou usados durante o segundo trimestre.
  • Um exame de sangue durante o segundo trimestre da gravidez.
Como acontece no primeiro trimestre, um novo teste de sangue permite verificar se há marcadores a circular, específicos e sugestivos da doença, no sangue da mãe.

Se a mulher está grávida de gémeos ou mais fetos, o exame ao sangue não vai ser tão fiel, a Síndrome de Down torna-se mais difícil de detetar.

Testes de Diagnóstico Pré-natal para a Síndrome de Down

Quando um teste de rastreio sugere probabilidade significativa da presença da Síndrome de Down deve ser efetuado um teste de diagnóstico.

O teste de diagnóstico envolve a remoção de uma amostra de material genético. Depois da sua remoção a amostra será marcada para pesquisa de material adicional no cromossoma 21, o que pode indicar a presença de Síndrome de Down.
Procedimentos usados ​​para extrair amostras de material genético:
  • Amniocentese (amostra de fluido amniótico)
  • Vilosidades (amostra de células a partir de uma parte da placenta)
  • Percutânea (amostra de sangue fetal do cordão umbilical através do útero).
Os testes de diagnóstico pré-natal envolvem algum risco tanto para a mãe como para o feto. O risco de aborto é significativo. A família deve discutir todos os riscos e todos benefícios com o seu médico assistente. Pode ainda ser realizado um teste cromossómico ao sangue materno.

Diagnóstico Após o Nascimento

O diagnóstico da Síndrome de Down após o nascimento é grande parte das vezes baseado nos sinais físicos característicos desta patologia. Contudo existem indivíduos que não apresentam qualquer sinal da síndrome à nascença o seu diagnóstico será estabelecido numa fase posterior.

Tratamento

A Síndrome de Down não tem cura, contudo existem programas de tratamento que podem ajudar a melhorar habilidades. Esses programas trabalham o discurso, a componente física, ocupacional e a terapia educacional. Com os devidos apoios e tratamentos, muitos destes indivíduos conseguem ter uma existência feliz e produtiva. Os tratamentos são baseados nas necessidades físicas e intelectuais de cada indivíduo. Estas intervenções devem começar o mais precocemente possível, muitas vezes logo após o nascimento.

Estas crianças necessitam da cooperação de uma equipa multidisciplinar composta por médicos, educadores especiais, fonoaudiológicos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e assistentes sociais. É muito importante que todos estes profissionais consigam fornecer um estímulo e encorajamento positivo. Estas crianças poderão necessitar de frequentar uma escola para crianças com necessidades especiais de forma a maximizar as suas aprendizagens, mas como cada caso é um caso essa decisão cabe aos pais em aconselhamento com toda a equipa multidisciplinar.

A componente física é de grande importância, devem ser implementados programas de fisioterapia que incluem actividades e exercícios que ajudam a construir as habilidades motoras, o aumento da força muscular e a ampliar e melhorar a postura e equilíbrio.

A terapia fonoaudiológica é igualmente de grande importância, pode ajudar estas crianças a melhorarem as suas habilidades de comunicação e a usarem a linguagem de uma forma mais eficaz.

As terapias ocupacionais e mesmo as emocionais não podem ser esquecidas, é necessário trabalhar dia-a-dia com estas crianças. A ajuda de um psicólogo ou conselheiro pode ajudar a lidar com as emoções e a construir habilidades interpessoais.

As alterações hormonais na adolescência e a puberdade podem levar estas crianças a manifestarem comportamentos agressivos. Terapeutas comportamentais podem ajudar os adolescentes a reconhecer as suas emoções intensas e a ensinar-lhes formas saudáveis para alcançar uma sensação de calma.

Complicações

Os portadores de Síndrome de Down têm uma maior probabilidade de desenvolverem determinadas patologias e condições de saúde. Algumas manifestam-se logo após o nascimento, necessitando de tratamento imediato, outras vão surgindo ao longo da vida. Mais comummente são os defeitos cardíacos a precisarem de uma intervenção imediata, os problemas digestivos, igualmente frequentes, exigem uma dieta especial ao longo da vida.

Complicações mais frequentes na Síndrome de Down:

  • Defeitos cardíacos
Cerca de metade dos recém-nascidos apresentam uma doença cardíaca congénita, a mais comum pode levar a pressão arterial elevada nos pulmões, incapacidade do coração em bombear o sangue de forma eficaz e eficiente e cianose, devido à redução de oxigénio no sangue. Alguns defeitos são menores e podem ser tratados com medicação, porém outras carecem de uma intervenção cirúrgica. A realização de um ecocardiograma está fortemente indicado após o estabelecimento do diagnóstico da doença.
  • Problemas de visão
Mais de 60% destas crianças têm problemas de visão, incluindo cataratas que podem estar presentes no nascimento. Óculos de correção, cirurgia ou outros tratamentos geralmente melhoram a visão. A avaliação por oftalmologista logo após o nascimento é fundamental como um acompanhamento permanente ao longo da vida.
  • Perda de audição
Cerca de 70% a 75% destas crianças têm alguma perda auditiva, por vezes devido a problemas com as estruturas do ouvido. Está indicado a realização de exames auditivos regulares. Infecção do ouvido é também frequente nestes indivíduos é importante a sua prevenção e a sua identificação.
  • Infecções
Todas as infecções, mesmo aquelas aparentemente menores, devem ser rápida e devidamente tratadas. É importante prevenir, existe vacinação que poderá estar indicada nalguns casos. Estas crianças têm uma probabilidade 62 vezes superior ao normal de contraírem pneumonia, especialmente no primeiro ano após o nascimento.
  • Hipotireoidismo
A tireóide é uma glândula que produz hormonas, regulando principalmente a temperatura e a energia do organismo. Pode ser necessário a toma de medicação por via oral para tratar esta reduzida ou nula produção de hormonas.
  • Doenças do sangue
As crianças com esta doença são 10 a 15 vezes mais propensas a desenvolverem Leucemia. É necessário monitorizar esta situação com a realização de análises sanguíneas regulares.
  • Hipotonia
A hipotonia carateriza-se por um baixo tónus muscular (actividade física) e por uma baixa resistência contribuindo para atrasos na rolar, sentar, gatinhar e andar da criança. A alimentação pode igualmente estar comprometida, sendo necessário suplementos nutricionais. Em alguns casos, o enfraquecimento muscular pode causar problemas ao longo do trato digestivo, provocando vários problemas digestivos.
  • Problemas da Coluna
Estas crianças podem ter ossos deformados na parte superior da coluna vertebral que podem pressionar a medula espinal e aumentar o risco de lesão. Pode ser aconselhado cirurgia corretiva, contudo os riscos de lesões permanentes são elevados, é necessário ponderar muito bem os custos e os benefícios.
  • Distúrbios do Sono
Algumas crianças com Síndrome de Down têm perturbações nos padrões de sono e apresentam apneia obstrutiva, que causa pausas significativas na respiração durante o sono.
  • Doença da Gengiva e Problemas Dentários
Estas crianças podem ter um desenvolvimento dentário mais lento que o normal e apresentarem doenças das gengivas e outros problemas dentários. É muito importante uma boa higiene oral. É recomendado uma ida ao dentista regularmente ou sempre que surja alguma queixa.
  • Epilepsia
Estas crianças estão mais propensas a desenvolverem epilepsia, uma condição caracterizada por convulsões. O risco para a epilepsia aumenta com a idade. As crises podem tratadas e controladas com medicação.
  • Problemas Digestivos
Os problemas digestivos variam de defeitos estruturais no sistema digestivo ou em seus órgãos. Os tratamentos variam de acordo com os problemas específicos. Alguns defeitos estruturais requerem tratamento cirúrgico. Alguns indivíduos necessitam de uma dieta especial ao longo de toda a sua vida.
  • Doença Celíaca
As crianças com síndrome de Down são mais propensas a desenvolverem doença Celíaca. A doença Celíaca causa diversos problemas intestinais, estes indivíduos devem evitar a ingestão de glúten, uma proteína presente no trigo, cevada e centeio.
  • Problemas Emocionais e Saúde Mental
Estas crianças podem ter problemas comportamentais e emocionais, como ansiedade, depressão, especialmente durante a adolescência. A ajuda de um psicólogo ou conselheiro pode ajudar a lidar com as emoções e a construir habilidades interpessoais.

Fontes:

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Trissomia 22 - Síndrome Olho do Gato - Coloboma Ocular - Ânus Imperfurado

A Síndrome do Olho-de-gato é uma doença rara, também conhecida por Trissomia 22, com características amplamente variáveis, incluindo defeitos nos olhos, na epiderme junto das orelhas, no ânus, no coração, nos rins e possuir défices cognitivos. Contudo é caracterizada por duas características principais, atresia anal e coloboma da íris, do qual o nome da síndrome deriva.

Esta doença é também denominda de Coloboma Ocular ou Ânus Imperfurado. Estima-se que a sua prevalência seja de 7/74.000 nascimentos. Tem uma hereditariedade autossómica dominante. O aparecimento ocorre geralmente no período neonatal ou na infância.

Causas

Ela ocorre quando um indivíduo herda material genético extra do cromossoma 22, conhecido como um marcador de cromossoma, de um dos pais. O cromossomo marcador geralmente surge por acaso no pai.

Sinais e Sintomas

  • Coloboma (defeito estrutural da íris do olho)
  • Marcas na pele perto da orelha
  • Estreitamento ou fechamento do ânus
  • Defeitos cardíacos
  • Defeitos renais
  • Deficiência intelectual
  • Hipertelorismo inconstante
  • Fissuras palpebrais
  • Fenda palatina
  • Anomalias esqueléticas.

Diagnóstico

O diagnóstico desta síndrome passa por se encontrar o cromossomo marcador através de testes genéticos. A presença deste cromossomo marcador extra é o critério mais confiável de diagnóstico para esta síndrome. É possível o diagnóstico pré-natal através de cariótipo e hibridização fluorescente.

Tratamento

A cirurgia é necessária para pacientes com atresia anal e graves complicações cardíacas. Graves malformações podem causar a morte durante a infância, mas a expectativa de vida é elevada para pacientes com poucas ou leves manifestações.

Fontes:
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Trissomia 3q29 - Síndrome da Microduplicação do Cromossoma 3q29

A Trissomia 3q29, também conhecida como Síndrome da Microduplicação do Cromossoma 3q29, é uma rara anomalia cromossómica caracterizada por ter uma cópia extra do material (duplicação), a uma peça específica do braço longo do cromossoma 3. Os sinais e sintomas variam entre os indivíduos afetados, mas as características mais comuns incluem leve ou moderada deficiência intelectual e microcefalia.

Esta condição tem reduzido penetrância, o que significa que alguns indivíduos com esta anomalia cromossómica não têm quaisquer sinais ou sintomas. Esta patologia tem uma prevalência desconhecida. Tem uma hereditariedade autossómica dominante mas também existem casos esporádicos da doença. A idade de início é a neonatal e a infância.

Sinais e Sintomas

  • Atraso no desenvolvimento
  • Tamanho da cabeça anormalmente pequena (microcefalia)
  • Alterações oculares (olho-relacionados)
  • Anormalidades cardíacas (coração)
  • Hipotonia
  • Atraso da fala
  • Craniossinostose
  • Palato ogival (céu da boca)
  • Anormalidades dentárias
  • Perda auditiva condutiva (perda de audição devido a problemas mecânicos no ouvido externo ou médio)
  • Alterações músculo-esqueléticas.

Diagnóstico

O diagnóstico é muito difícil devido à raridade da doença. Para o seu estabelecimento utilizam-se técnicas avançadas de identificação das anomalias cromossómicas. Os achados clínicos são também muito importantes, sendo um ponto de partida para exames complementares.

Tratamento

Não há cura para esta patologia. O tratamento depende da gravidade dos sintomas manifestados, que é muito variável entre os indivíduos afetados. Um estudo genético familiar é aconselhado.

Fontes:
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Trissomia 3

A Trissomia 3p é uma anormalidade cromossómica caracterizada por um indivíduo que tem uma cópia extra de um dos braços curtos (ou uma parte do braço curto) do cromossoma 3 (3p), tendo assim 3 cópias do segmento de cromossoma envolvido, em vez das habituais duas cópias.

A Trissomia 3p pode acontecer por si própria como uma nova anomalia cromossómica, ou pode ser causada por uma mãe com uma translocação equilibrada. Na maioria dos casos, um indivíduo que tem trissomia 3p é o filho de um pai que é portador de translocação equilibrada.

Mesmo que o rearranjo cromossómico seja equilibrada numa matriz, pode resultar em um rearranjo desequilibrado numa criança. A criança pode receber muito pouco, ou uma quantidade extra, do material cromossómico que é reorganizado no pai. Trissomia 3p muitas vezes resulta da criança que recebe uma cópia extra de algum ou de todo o material no braço curto do cromossoma 3.

Sinais e Sintomas

  • Deficiência intelectual
  • Desenvolvimento psico-motor lento
  • Cabeça larga (braquicefalia)
  • Testa proeminente (protuberância frontal)
  • Olhos afastados (hipertelorismo)
  • Bochechas cheias
  • Micrognatia e retrógnatia
  • Pescoço curto
  • Defeitos cardíacos congénitos
  • Hipotonia (diminuição do tónus muscular)
  • Baixo peso
  • Forma quadrada rosto com microcefalia (cabeça anormalmente pequena)
  • Recuo temporal
  • O nariz pode ser curto, com uma grande ponta e filtro de destaque
  • Os lábios podem ser revirados e os cantos da boca voltados para baixo
  • Fissura do lábio e ou palato
  • Anomalias das aurículas
  • Doença cardíaca congénita
  • Anomalias geniturinárias
  • Criptorquidia (testículos que não desceram) e incompleta masculinização dos genitais externos podem estar presentes nos machos
  • Camptodactilia e anomalias dos membros menores podem estar presentes
  • Dermatoglifia (estudo científico das impressões digitais) mostram um número muito elevado de voltas.

Diagnóstico

O diagnóstico é muito difícil devido à raridade da doença. Para o seu estabelecimento utilizam-se técnicas avançadas de identificação das anomalias cromossómicas. Os achados clínicos são também muito importantes, sendo um ponto de partida para exames complementares.

Tratamento

Não há cura para esta patologia. O tratamento depende da gravidade dos sintomas manifestados, que é muito variável entre os indivíduos afetados. Um estudo genético familiar é aconselhado.

Prognóstico

Devido aos avanços na tecnologia a taxa de mortalidade tem diminuído significativamente.


Fontes:
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Trissomia 20

A Trissomia do Cromossoma 20 é uma condição na qual um indivíduo tem uma cópia extra, total ou parcial, do cromossoma 20. Uma cópia extra completa do cromossomo 20 em todas as células de uma pessoa é raro, e quase todos os fetos com esta condição específica não sobrevivem após o primeiro trimestre da gravidez.

A presença de uma cópia extra de apenas uma parte do cromossomo 20 é chamada de Trissomia Parcial do Cromossoma 20, e uma cópia extra do cromossomo 20 em apenas algumas células, é chamada de Trissomia Mosaico do Cromossoma 20.

A Trissomia Mosaico do Cromossoma 20 é o tipo mais habitual e é uma das mais comuns anomalias cromossómicas encontradas durante os testes de diagnóstico pré-natal. Estudos têm demonstrado que a criança é normal na maioria dos indivíduos diagnosticados antes do nascimento.

A maioria dos casos de Trissomia do Cromossoma 20 não são herdados, resultando de acontecimentos aleatórios durante a formação dos óvulos e espermatozóides nos pais saudáveis. Contudo, a translocação pode ser herdada. Uma pessoa saudável (que não têm trissomia 20) pode transportar um rearranjo do material genético entre cromossoma 20 e outro cromossoma (chamado de translocação). Estes são chamados rearranjos translocações equilibradas, pois não há material extra do cromossoma 20. Uma pessoa com uma translocação equilibrada envolvendo o cromossomo 20 tem uma chance maior de transmitir material extra do cromossomo 20, o que resulta numa forma de trissomia 20 na criança.

Causas

A Trissomia 20 geralmente resulta de um erro que ocorre quando uma célula do óvulo ou do espermatozóide se desenvolve, antes da fecundação. A Mosaico Trissomia 20 geralmente resulta de erros na divisão celular logo após a fertilização. Outros tipos de erros podem alterar a estrutura de um ou mais cromossomas.

Sinais e Sintomas

  • Alterações da coluna vertebral
  • Estenose espinal
  • Fusão vertebral
  • Cifose)
  • Hipotonia
  • Constipações recorrentes
  • Ombros inclinados
  • Dificuldades de aprendizagem (apesar de inteligência normal).

Diagnóstico

O diagnóstico é muito difícil devido à raridade da doença. Para o seu estabelecimento utilizam-se técnicas avançadas de identificação das anomalias cromossómicas. Os achados clínicos são também muito importantes, sendo um ponto de partida para exames complementares.

Tratamento

Não há cura para esta patologia. O tratamento depende da gravidade dos sintomas manifestados, que é muito variável entre os indivíduos afetados. Um estudo genético familiar é aconselhado.

 Fontes:
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Síndrome de Edwards - Trissomia 18

A Síndrome de Edwards é uma anomalia cromossómica rara, também conhecida por Trissomia 18, em que existem três cópias do braço p do cromossomo 18 em cada célula, em vez das habituais duas cópias. Cada cromossoma tem uma constrição, o chamado “centrómero”, num ponto ao longo do seu comprimento dividindo-o em um braço mais curto, que é chamado braço p e um braço mais comprido, chamado o braço q.

De acordo com Mabboux et al. (2007) apenas 21 casos foram documentados na literatura médica. Os sinais e sintomas variam muito de pessoa para pessoa e é caracterizada por anomalias mentais, anomalias craniofaciais e anomalias nas mãos e pés. O tratamento baseia-se nos resultados específicos presentes.

Sinais e Sintomas

  • Atraso mental variável (pode ser normal)
  • Anormalidades nas mãos e pés (ex: encurtamento de um dedo)
  • Anormalidades craniofaciais
  • Dificuldades de aprendizagem
  • Baixo tónus ​​muscular
  • Pequenas anomalias físicas.

Diagnóstico

O diagnóstico é muito difícil devido à raridade da doença. Muitos casos não apresentam qualquer sinal ou sintoma. Para o seu estabelecimento utilizam-se técnicas avançadas de identificação das anomalias cromossómicas. Os achados clínicos são também muito importantes, sendo um ponto de partida para exames complementares.

Tratamento

Não há cura para esta patologia. O tratamento depende da gravidade dos sintomas manifestados, que é muito variável entre os indivíduos afetados. Um estudo genético familiar é aconselhado.

Fontes:
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