As Doenças Raras: Herança Recessiva Ligada ao Cromossoma X
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Hereditariedade de Ligação Sexual ou Ligada ao Cromossoma X - Transmissão de Alelos Dominantes e Recessivos - Género Feminino e Masculino

As experiências realizadas por Thomas Morgan com a Drosophila Melanogaster forneceram dados importantíssimos para consolidar a teoria cromossómica da hereditariedade. Foi também demonstrada a ligação ao sexo da transmissão de certos caracteres hereditários.

O género feminino (XX) é caracterizado por gâmetas que transportam apenas cromossomas X, sendo por isso homogaméticas. O género masculino (XY) é caracterizado por gâmetas que transportam metade o cromossoma X e a outra metade o cromossoma Y, sendo por isso heterogaméticos.

O sexo do descendente é determinado no momento da fecundação pela união dos cromossomas transportados pelos gâmetas. No caso do pai os genes presentes no cromossoma Y são transmitidos a um filho e os genes presentes no cromossoma X são transmitidos a uma filha. No caso da mãe estes são igualmente transmitidos para um filho ou para uma filha.

Localizados no cromossoma X existem caracteres determinados por alelos dominantes e por alelos recessivos.

Transmissão de um Alelo Dominante ligado ao Cromossoma X

Este tipo de carácteres manifesta-se sempre de uma forma consideravelmente mais severa nos homens do que nas mulheres. Em indivíduos do género feminino o carácter exprime-se em homozigóticos dominantes e em heterozigóticos. Um homem que manifeste a doença tem obrigatoriamente uma mãe afectada pela mesma, no caso de ser uma mulher tanto pode ter um pai ou uma mãe afectada.

A síndrome de Rett é um exemplo de uma anomalia relacionada com este tipo de transmissão. Trata-se de uma patologia do foro neurológico e ocorre quase exclusivamente em crianças do género feminino. Após um período inicial, aparentemente normal, as crianças afectadas desenvolvem microcefalia com regressão do desenvolvimento e alterações neurológicas e comportamentais características. Os sintomas desta patologia são muito variados e podem ser, numa primeira fase, confundidos com outras patologias neurológicas, como o autismo.

Transmissão de um Alelo Recessivo ligado ao Cromossoma X

O carácter manifesta-se sempre nos indivíduos do género masculino e apenas nas mulheres homozigóticas recessivas. Um homem afectado tem obrigatoriamente uma mãe afectada ou portadora da patologia. Uma mulher afectada tem, obrigatoriamente, um pai afectado e uma mãe afectada ou portadora.
A Hemofilia, o Daltonismo e a própria Diabetes são exemplos de anomalias relacionados com este modo de transmissão.

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Síndrome de Barth - Síndromes Raras, Definição, Prevalência, Hereditariedade, Fisiopatologia, Causas, Sinais e Sintomas, Diagnóstico, Tratamento, Prevenção - Doença Rara Metabólica - Sistema Endócrino - Herança Recessiva Ligada ao Cromossoma X

Tipo de Patologia:

  • É uma desordem genética que afeta o metabolismo celular também conhecida por 3-Methylglutaconic acidúria tipo II.
  • Tem uma hereditariedade Ligada ao cromossoma X, afeta exclusivamente o sexo masculino.
  • Uma mãe portadora desta patologia não apresenta sintomas da doença, mas tem 50% de hipóteses de transmitir o gene alterado aos filhos.
  • As mutações no gene tafazzin (TAZ, também chamado G4.5) estão intimamente associadas a esta patologia.
  • As mitocôndrias das células não produzem quantidades adequadas de cardiolipina. Este lípido (gordura) é essencial para a formação das estruturas celulares e para a produção de energia que será utilizada pelas células.

Principais Sinais e Sintomas:

  • Cardiomiopatia (dilatada ou hipertrófica), dando origem a insuficiência cardíaca
  • Neutropenia (crónica, cíclico ou intermitente), pode provocar úlceras, aftas na boca, febre e infeções bacterianas, tais como pneumonias e infeções na pele.
  • Musculatura esquelética subdesenvolvida
  • Fraqueza muscular
  • Atraso de crescimento
  • Dificuldade na aprendizagem
  • Intolerância ao exercício
  • Morte fetal

Tratamento:

  • Atuar sobre as complicações da doença, nomeadamente no tratamento dos sintomas cardíacos e das infeções.

Outras Considerações:

  • A sua prevalência é de 1/300.000 nascimentos.
  • Foi descrita pela primeira vez pelo doutor Peter Barth, neurologista infantil, em 1983 através de uma árvore genealógica, mostrando que se trata de uma caraterística hereditária.  
  • Pensa-se que está ser severamente sub-diagnosticada.
  • Os seus principais portadores residem nos EUA, Canadá, Reino Unido, Europa, Japão, África do Sul, Kuwait e Austrália.
  • O Barth Syndrome Foundation patrocina um programa de concessão competitivo Pesquisa e Conferências Internacionais para famílias afetadas, médicos assistentes e cientistas a cada dois anos.
  • O prognóstico é reservado, quando não diagnosticado precocemente os rapazes morrem de insuficiência cardíaca ou infeções até aos 3 anos de idade.
  • Com um acompanhamento médico permanente e com monitorização dos sintomas, tratamento das infeções intercorrentes, da neutropenia e dos problemas cardíacos, consegue-se uma maior sobrevivência e uma maior qualidade de vida para estas crianças.
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Agamaglobulinemia Ligada ao X - Síndromes Raras, Definição, Prevalência, Hereditariedade, Fisiopatologia, Causas, Sinais e Sintomas, Diagnóstico, Tratamento, Prevenção - Doenças Raras que Afetam a Medula Óssea - Medular - Sangue - Herança Recessiva Ligada ao Cromossoma X

Tipo de Patologia:

  • É uma imunodeficiência primária humoral, ligada ao cromossomo X recessivo herdado.
  • É caracterizada por um bloqueio na diferenciação dos linfócitos B na medula óssea, tornando estes paciente suscetíveis a infeções recorrentes, principalmente das vias respiratórias e trato gastrointestinal, por bactérias encapsuladas e enterovírus, devido à deficiência de anticorpos.

Sinais e Sintomas:

  • Infeções recorrentes.

Tratamento:

  • Injeções regulares por via venosa ou subcutânea de imunoglobulina.

Outras Considerações:

  • Tem uma prevalência de 1/200.000 nascimentos. 

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Adrenoleucodistrofia - Síndromes Raras, Definição, Prevalência, Hereditariedade, Fisiopatologia, Causas, Sinais e Sintomas, Diagnóstico, Tratamento, Prevenção - Doenças Raras - Herança Recessiva Ligada ao Cromossoma X - Leucodistrofia

Tipo de Patologia:

  • É uma doença genética, cuja forma mais comum aparece ligada ao cromossoma X.
  • É uma herança transmitida por mulheres que afeta sobretudo homens.

Sinais e Sintomas:

Se surgir na fase neonatal a sobrevida é de 5 anos e os principais sintomas são:

  • Retardo
  • Disfunção adrenal
  • Convulsões
  • Hipertrofia do fígado
  • Anomalias faciais
  • Músculos fracos

Se surgir na idade infantil, entre os 4 e os 10 anos, a sobrevida é de 10 anos e os principais sintomas são:

  • Problemas de perceção
  • Disfunção adrenal
  • Perda da memória, da audição, da visão e da fala
  • Alterações da marcha
  • Demência grave.

Se surgir no início da adolescência ou no início da idade adulta a forma da doença é mais leve. O período de sobrevida pode chegar a várias décadas. Os principais sintomas são:

  • Dificuldade na deambulação
  • Disfunção adrenal
  • Incontinência urinária
  • Deterioração neurológica.

Tratamento:

  • Com administração de hormônios das glândulas adrenais.
  • Há também relevo em relação ao tratamento com óleo de Lorenzo que pode adiar e reduzir os efeitos da doença em meninos afetados pela variante genética associada ao cromossoma X.
  • Transplantes de medula podem ser benefícios a longo prazo, na altura em que os efeitos se começam a manifestar, mas o transplante é arriscado e não é recomendada para quem tem efeitos severos, ou para as formas que se manifestam nos adultos ou de forma neonatal.

Outras Considerações:

  • O filme Lorenzo's Oil ("Acto de Amor") trata da manifestação da doença e é baseado em fatos reais.


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Síndrome de Aarskog - Síndromes Raras, Definição, Prevalência, Hereditariedade, Fisiopatologia, Causas, Sinais e Sintomas, Diagnóstico, Tratamento, Prevenção - Doenças Raras que Afetam Ossos - Ósseas - Genitais - Ginecológicas - Aparelho Reprodutor – Útero - Herança Recessiva Ligada ao Cromossoma X

Tipo de Patologia:

  • Doença hereditária, também conhecida por síndrome faciodigitogenital, síndrome escroto xale e displasia faciogenital.
  • É transmitida de uma forma recessiva ligada ao cromossoma X.

Sinais e Sintomas:

  • Baixa estatura
  • Anormalidades faciais e esqueléticas, como fissuras palpebrais, ptose palpebral e narinas inclinadas para a frente
  • Anomalias genitais
  • Atraso mental

Tratamento:

  • Podem ser necessárias correções cirúrgicas e tratamentos ortodônticos.
  • Hormonas de crescimento têm sido usadas com benefício.

Outras Considerações:

  • Os filhos homens têm um risco de 50% de serem portadores da doença; no caso de filhas, estas têm uma probabilidade de 50% de transportarem o gene para a geração seguinte.
  • Foi descrita pela primeira vez em 1970.

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