As Doenças Raras: Medicamento Orfão
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Últimos Medicamentos Órfãos - Cura para Doenças Raras - Há Esperança - Acreditar é Preciso - Medicamento Orfão

 Últimos Medicamentos Orfãos a entrar no mercado até ao final de 2012

Outubro 2012

  • Inibidor da proteinase alfa-1 (Fibrose Quística)
  • Mavogluranto (Síndrome do X Frágil)
  • Asp-Arg-Val-Tyr-Ile-His-Pro (Lesão Pulmonar Aguda)
  • Mistura de duas linhas celulares humanas alogénicas de cancro do pancreas estavelmente transduzidas com um vector retroviral que codifica o gene murino alfa-(1,3)-galactosiltransferase  (Carcinoma do Pâncreas)
  •  Rucaparib (Carcinoma do Ovário)
  • [2-ciano-3-ciclopropil-3-hidroxi-N-(3-metil-4-trifluorometilfenil)prop-2-enamide] (Lesão Traumática da Medula Espinal)
  • Lecitina-colesterol aciltransferase humana recombinante (Deficiência de Lecitina Colesterol Acetiltransferase)
  • Anticorpo monoclonal IgG4 humanizado anti-via do inibidor do factor tecidular (Hemofilia A)
  • Lurbinectedina (Carcinoma do Ovário)
  • Obinutuzumab (Leucemia Linfocítica Crónica)
  • Belinostato (Linfoma Periférico de células T)
  • Daunorrubicina (Leucémia Mielóide Aguda)

Setembro 2012

  • Ácido fólico para ser administrado com N-[4-[[(2-amino-3,4-di-hidro-4-oxo-6-pteridinil)metilo]amino]benzoilo]-D-gama-glutamil-(2S)-2-amino-beta-alanil-Lalfa-aspartil-L-cisteína (Determinação dos Recetores de Folato no Cancro do Ovário)

Agosto 2012

  • Ácido butanóico (2S)-2-{[(2R)-2-[({[3,3-dibutil-7-(metiltio)-1,1-dioxido-5-fenil-2,3,4,5-tetrahidro-1,2,5-benzotiadiazepina-8-il]oxi}acetil)amino]-2-(4-hidroxifenil)acetil]amino} (Cirrose Biliar Primária)

Mais informações disponíveis em: EMA  e ec.europa.eu

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Criação de um Novo Medicamento Órfão - Milésima Designação - Tratamento e Cura para Doenças Raras - Medicamento Orfão

A primeira fase para o desenvolvimento de um novo medicamento órfão é conseguir a designação de Medicamento Órfão. Os fármacos dirigidos às doenças raras podem obter o rótulo de «medicamento órfão», mas para que isso aconteça é necessário cumprir um número definido de critérios base:
  • A frequência da patologia não pode exceder 5 por cada 10.000 pessoas na comunidade europeia
  • Tem que ser uma doença severamente debilitante, potencialmente fatal ou uma patologia grave e crónica
  • Na comunidade europeia ainda não existe ou está autorizado um processo satisfatório de diagnóstico, prevenção ou tratamento do problema. No caso de existir algum processo, o fármaco para o qual está a ser requerida a designação de órfão tem que mostrar que oferece benefícios relevantes para os portadores dessa patologia.
Cabe ao Comité dos Medicamentos Órfãos (COMP) da Agência Europeia de Medicamentos, com base em Londres, emitir um parecer positivo acerca da designação como Medicamento Órfão. Compete à Comissão Europeia tomar a decisão final.

A designação como medicamento órfão é possível nas várias fases do seu progresso, contudo é necessário na primeira fase que seja devidamente demonstrada a probabilidade de esse mesmo fármaco servir nas indicações pretendidas de modo a se iniciarem os trabalhos. A apesar de já ter a designação, à partida, de medicamento, não quer dizer que venha a ser utilizado no futuro. Para que essa situação ocorra é necessário esperar pelos ensaios clínicos em humanos e que seja comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade de modo a ser atribuída uma autorização de introdução no mercado.

 A Milésima Designação de Medicamento Órfão

O Comité dos Medicamentos Órfãos emitiu o seu milésimo parecer positivo quanto à designação de medicamentos órfãos. É um sinal de esperança para a europa e para o mundo, em especial, para todos aqueles e não esquecendo as suas famílias e amigos, que sofrem de uma doença ou distúrbio raro.
A maior parte das 1000 designações são para:
  • Cancros raros (39%)
  • Doenças neuromusculares (11%)
  • Doenças metabólicas (9%)
Destas designações com parecer positivo mais de 50% são para doenças extremamente raras. Até este momento, Novembro de 2012, 75 destes medicamentos obtiveram autorização de introdução no mercado e poderão vir a beneficiar 3 milhões de doentes em toda a Europa.


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Medicamento Órfão - Definição, Agências Europeias e Americanas, Fármacos- Estudos para Criação de Novos Medicamentos - Doenças Raras - Medicamento Orfão

Os denominados “Medicamentos órfãos” são aqueles fármacos dirigidos ao diagnóstico, prevenção ou tratamento de doenças graves, potencialmente fatais ou raras. Eles são assim chamados pelo pouco interesse que a indústria farmacêutica tem em os desenvolver e comercializar. Isso deve-se ao fato de haver um reduzido número de pacientes para este tipo de medicamentos, logo, tornam-se pouco rentáveis ou até podem dar prejuízo às indústrias que os produzem. A sua produção envolve muitas vezes estudos complexos e extremamente caros.

Na Europa uma doença ou perturbação é considerada como Rara quando afeta menos de 1 por 2000 habitantes, esta definição de Doença Rara mostra claramente o mercado restrito e reduzido que são este tipo de pacientes. Porém não mostra as dificuldades que os portadores destas patologias e as suas famílias sofrem ao terem uma doença incurável e sem alternativas de obterem algum tipo de melhoras, por mínimo que seja.

O principal problema deste tipo de medicamentos é o seu acesso, em especial a sua disponibilidade no mercado e o seu preço, por vezes exorbitante. Na realidade europeia ainda existe muitas desigualdades entre o paciente “comum” e aquele que necessita de um medicamento “órfão”.

A EURORDIS trabalha incessantemente para melhorar o acesso a este tipo de medicamentos. A EURORDIS é uma aliança não-governamental de associações de doentes portadores de doenças raras. Esta aliança representa 544 associações de doentes vocacionadas para as doenças raras provenientes de 49 países.

Ela tem proposto medidas concretas para ultrapassar e identificar os principais obstáculos encontrados pelos doentes quando tentam aceder a medicamentos órfãos. Um dos principais problemas identificado foi a determinação dos preços e das comparticipações. Muitos países ficam resistentes a pagar no todo, ou até mesmo em parte, este tipo de fármacos que muitas vezes são tomados ao longo de toda a vida. Os estados negoceiam individualmente e diretamente com as farmacêuticas, normalmente o preço médio é próximo ao valor pago pelos países mais ricos o que desfavorece ainda mais estes pacientes em estado mais pobre e com recursos limitados.

Está na mesa uma proposta para a criação de um grupo de trabalho, cuja função principal seria facilitar a colaboração entre as autoridades a nível europeu e os Estados-Membros, auxiliando as autoridades de saúde nacionais a tomar decisões sobre a determinação dos seus preços e das suas comparticipações, melhorando assim o acesso efetivo das pessoas com doenças raras aos medicamentos órfãos. A proposta foi efetuada pela EURORDIS, a indústria e os líderes do meio académico no domínio dos medicamentos órfãos e foi redigida à Comissão Europeia e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA).


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Medicamento Orfão e a Doença Rara - Últimas Novidades - Tratamento e Cura para Algumas Doenças Genéticas e Raras - Medicamento Orfão

Durante a última década foi efetuado um progresso significativo, conseguindo-se novos tratamentos, ajudando milhares de pacientes a terem uma qualidade de vida melhor. Estes fatos oferecem esperança para os muitos pacientes com doenças raras que ainda estão à espera de um tratamento muitas vezes salvador.

O número de novos medicamentos órfãos aprovados continua a crescer assim como aqueles que ainda estão em estudo e testes. O entendimento do genoma humano e a poderosas ferramentas de investigação científica que existem atualmente estão abrindo novas portas para a descoberta de medicamentos inovadores.

Novos Medicamentos:

  • Nelarabina para pacientes com leucemia de células T linfoblástica aguda e Linfoma de células T linfoblásticas, este novo tratamento resultou no desaparecimento completo das células cancerosas, em alguns pacientes, durante os testes.
  • Deferasirox é primeira terapêutica oral para a sobrecarga de ferro crônica, permite aos pacientes beber o medicamento evitando as penosas e difíceis infusões noturnas para remover o excesso de ferro.
  • Sorafenib Tosilato é o primeiro tratamento para o tumor de rim em 12 anos, prolongou o tempo de progressão do tumor aumentado a esperança de vida destes pacientes.
  • Lenalidomida é um tratamento oral para pacientes que necessitam de transfusões de sangue, como resultado de anemia causada por Síndrome Mielodisplásica. Os pacientes que receberam o medicamento durante os ensaios clínicos já não precisaram de realizar as transfusões de sangue.

Abaixo exemplos da relação de algumas doenças com o número de medicamentos em desenvolvimento para as mesmas:

  • Esclerose Lateral Amiotrófica - 5
  • Hipertensão pulmonar - 6
  • Cistite Intersticial - 3
  • Acromegalia - 2
  • Tuberculos - 5
  • Trombocitopenia - 5
  • Mesotelioma - 9
  • Leucemia Mielóide Aguda - 31
Os investigadores continuam a procurar e desenvolver novos medicamentos para doenças raras.

Abaixo estão alguns exemplos de potenciais medicamentos órfãos em que os cientistas estão atualmente a trabalhar:

  • Dasatinib, este novo composto, atualmente em revisão com o FDA, baseia-se no sucesso do tratamento nos tumores com o imatinib. Dasatinib está a ser testado como uma alternativa para o tratamento de pacientes com Leucemia Mieloide Crónica. Um estudo clínico apurou que 95% dos pacientes tiveram uma sobrevida livre de progressão da doença nos primeiros seis meses.
  • Anti-GDF-8 antibody/MYO-029, nos primeiros ensaios clínicos, este anticorpo recombinante humano (proteína do sistema imunitário) está a ser testado para o tratamento da Distrofia Muscular. Foi concebido para inibir a miostatina proteína, o que limita o crescimento do músculo e poderá ser o primeiro tratamento a impedir o colapso dos músculos na Distrofia Muscular.
  • FK778, o primeiro de uma nova classe de medicamentos para ajudar a prevenir a rejeição aguda após transplantes de coração, rim e fígado. O FK778 está agora em ensaios clínicos de fase II. Os testes indicam que pode tratar ambos os problemas de curto e de longo prazo que acompanham o órgão transplantado.
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Remédio e Tratamento para Doença Rara, Atualidade e Inovação! - Novos Estudos e Medicamentos - Medicamentos Orfãos - Doenças Raras - Medicamento Orfão

Nas últimas três décadas, as empresas biofarmacêuticas têm feito grandes progressos na luta contra as doenças raras. Cada doença rara afecta menos de 200.000 pessoas nos Estados Unidos. Desde 1983, quando a Orphan Drug Act foi aprovada, quase 400 medicamentos foram aprovados para doenças raras e a situação melhorou significativamente nos últimos anos.

Desde meados da década de 1990 houve uma quase triplicação do número anual de denominações de medicamento órfão para medicamentos em desenvolvimento, de 57 em 1996 para 165 em 2008. Um relatório recente dos fabricantes farmacêuticos dos Estados Unidos mostra que o número de medicamentos em desenvolvimento para doenças raras aumentou de 303 em 2007 para 460 em 2011.

Os medicamentos órfãos apresentam uma proporção crescente, tendo aumentado 30% no mais recente período de cinco anos. Cada um destes medicamentos oferece esperança e alívio para pacientes com doenças que muitas vezes não têm outras opções de tratamento que o sintomático, ou seja, o controlo dos principais sintomas.

De acordo com o National Institutes of Health Office de Doenças Raras dos Estados Unidos, existem doenças raras que afetam um total de 25 milhões de americanos. Um em cada 10 americanos recebe um diagnóstico de uma doença rara. Trata-se de uma população com necessidade especial de medicamentos, as estimativas mostram que cerca de 85 a 90% por cento das doenças raras são graves ou fatais.

O número de medicamentos órfãos tem crescido significativamente nos últimos anos. Os avanços na ciência e uma melhor compreensão das causas moleculares e genéticas das doenças permitiu explorar mais profundamente algumas das doenças raras existentes. Estes avanços levaram a um conhecimento e a uma compreensão de algumas das doenças mais complexas.

Outro fator, não menos importante, é o investimento enorme e crescente em pesquisa e desenvolvimento. O Orphan Drug Act, aprovado em 1983, proporcionou um alívio fiscal e alguma exclusividade de marketing para empresas que desenvolvem um medicamento órfão.
Hoje em dia, o número de novas drogas em desenvolvimento para as doenças raras continua a aumentar. Estes novos medicamentos permitiram uma qualidade de vida superior para muitos destes pacientes.

Desenvolvimento de Medicamentos para as Doenças Raras

Empresas americanas de pesquisa biofarmacêutica estão intensificando a investigação de doenças raras, que muitas vezes estão entre as mais devastadoras para os pacientes e as mais complexas para os investigadores. Um recorde de 460 medicamentos para doenças raras estão em estágios finais, em ensaios clínicos ou aguardando Food and Drug Administration (FDA) de revisão, de acordo com um novo relatório da Investigação e Fabricantes Farmacêuticos da América (PhRMA) (Fevereiro de 2011).

Desafios especiais são enfrentados por aqueles que lutam contra doenças raras. Por exemplo, pode ser difícil encontrar pacientes suficientes para ensaios clínicos e médicos especialistas suficientes para ensaios ambos conduta clínica e sentar em conselhos de revisão. Equilibrar o acesso a um medicamento “seguro”, pode ser particularmente difícil quando uma doença rara, não tratada, tem consequências devastadoras ou fatais. Os problemas de segurança e em especial os efeitos secundários que possam causar, podem prejudicar severamente aqueles que os tomam, por outro lado, o não controlo de um determinado sintoma pode provocar problemas graves e inclusive a morte. Esta é uma das grandes dificuldades deste tipo de medicamentos, são urgentes e muitas vezes os únicos capazes de controlar um sintoma e salvar uma vida.

Atualmente a principal área de pesquisa envolve os Tumores raros. Tumores sólidos do fígado e da tiróide, cancro do sangue e melanoma ou cancro da pele, são responsáveis ​​por mais de um terço de todas as drogas de doenças raras em desenvolvimento.

Outras grandes áreas de pesquisa incluem: doenças genéticas, como a fibrose cística, com 67 medicamentos em desenvolvimento, doenças neurológicas, como a esclerose múltipla e distrofia muscular, com 37 medicamentos em desenvolvimento, doenças infecto-contagiosas, como o antraz e o vírus do Nilo Ocidental, com 31 medicamentos em desenvolvimento.

Outros exemplos incluem um medicamento em desenvolvimento para a Epidermólise Bolhosa, um grupo de doenças hereditárias, onde se desenvolvem bolhas na pele em resposta a traumatismo menor. Há também um para a ataxia de Friedreich, uma doença genética degenerativa que provoca danos nos nervos.

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