As Doenças Raras: Herança Variável
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Disceratose Congénita - Síndrome Zinsser-Cole-Engman

A Disceratose Congénita é uma doença rara de pele multissistêmica caracterizada pela tríade mucocutânea de pigmentação da pele, distrofia ungueal e biópsias da mucosa. É também conhecida por Síndrome Zinsser-Cole-Engman. Tem uma prevalência estimada de 1 a 9/1.000.000 nascimentos. A hereditariedade é variavel, podendo ser autossómica dominante, autossómica recessiva e recessiva ligada ao cromossoma X. A idade de início é normalmente a infância, embora exista uma ampla faixa etária.

Causas

Foram identificadas mutações nos genes DKC1 e TERC como sendo responsáveis pelo surgir da doença.

Sinais e Sintomas

  • Anormalidades dentais
  • Anormalidades gastrointestinais
  • Anormalidades urogenitais
  • Cabelos grisalhos
  • Alopécia
  • Problemas imunológicos
  • Problemas neurológicos
  • Problemas oftalmológicas
  • Problemas pulmonares (complicações pulmonares fatais)
  • Problemas esqueléticos
  • Falha da medula óssea (principal causa de mortalidade precoce).

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se nos achados clínicos, na história prévia e na história familiar. Nas famílias em que a mutação ocorre no gene DKC1 ou TERC tem sido possível estabelecer um diagnóstico pré-natal.

Tratamento

Os tratamentos dirigidos à correção da atividade da telomerase podem beneficiar os pacientes que não respondam à terapia convencional. Pode também ser efetuado um transplante de células tronco hematopoiéticas.

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Doença de Danon

A Doença de Danon é uma patologia rara que afeta os lisossomas. Os lisossomos são compartimentos dentro da célula que usam enzimas para quebrar as moléculas grandes em partes menores para que a célula as possa usar. Nesta patologia existe um defeito na parede (membrana) do lisossoma.

Ela manifesta-se normalmente por uma tríade clínica de cardiomiopatia, miopatia esquelética, e atraso mental. Tem uma hereditariedade ligada ao X dominante, como resultado, os homens tendem a ser mais severamente afetados do que as mulheres. Contudo têm sido documentadas mutações espontâneas. A expressão fenotípica é variável.

Causas

O defeito é causado por mutações no gene LAMP2. Os portadores do género feminino que carregam esta mutação podem ou não desenvolver sinais e sintomas.

Sinais e Sintomas

  • Cardiomiopatia
    • Palpitações
    • Arritmia
    • Síncope
    • Dor torácica
    • Aumento do tempo de preenchimento capilar
    • Sopros cardíacos
    • Dispneia ao esforço
    • Intolerância ao exercício
    • Paragem cardíaca.
  • Miopatia esquelética
  • Perda moderada de acuidade visual central
  • Despigmentação da retina periférica
  • Acuidade visual diminuída com atrofia difusa
  • Retinopatia pigmentar periférica
  • Opacidades lamelares na lente
  • Alterações inespecíficas em eletrorretinografia
  • Fraqueza das extremidades proximais e músculos do pescoço no padrão de uma distrofia muscular de cinturas pélvica e escapular (progressão lenta), mais comuns nos homens.
  • Atraso mental
  • Distúrbio de aprendizagem
  • Hepatomegalia
  • Esplenomegalia
  • Deformações dos pés.
Normalmente os pacientes do género feminino apresentam mais sintomas de cardiomiopatia dilatada e insuficiência cardíaca congestiva que os do género masculino. Em relação à miopatia esquelética e ao atraso mental verifica-se o contrário, são menos comuns em pacientes do género feminino. Independentemente do sexo, a cardiomiopatia pode apresentar-se como resultado de sintomas ou insuficiência cardíaca congestiva ou evento de arritmia relacionada, como a síncope ou a morte súbita.

Pacientes do género masculino podem apresentar sintomas neurológicos na infância, incluindo dificuldades de locomoção e de atraso em alcançar metas de desenvolvimento. Os pacientes do género feminino normalmente não conseguem ultrapassar a quinta década de vida.

Diagnóstico

Ao exame físico podem ser identificados sopros cardíacos, contudo os achados cardíacos podem ser normais. Com o avançar da doença os sinais de insuficiência cardíaca congestiva, como por exemplo o surgir de dispnéia a esforços e a diminuição da tolerância ao exercício, podem ocorrer.

Tratamento

Os pacientes com esta patologia requerem um acompanhamento frequente, com especial atenção para o potencial de arritmias atriais e ventriculares e insuficiência cardíaca congestiva. Ter cardiomiopatia hipertrófica (espessura do septo ventricular com mais de 30 mm) é considerado um fator de risco para um evento de risco de vida, particularmente neste grupo de pacientes que têm um mau prognóstico para a sobrevivência, não ultrapassando muitas vezes a adolescência.
  • Medicação

É importante melhorar o enchimento ventricular, ter um maior controlo da frequência cardíaca, a manutenção do ritmo sinusal e um melhoramento do relaxamento diastólico. Considerando que, aqueles com uma forma de cardiomiopatia dilatada tendem a ter uma disfunção sistólica, podem necessitar de um tratamento diferente, que normalmente consiste no melhoramento e aumento da contratilidade e redução da pós-carga.
Fármacos utilizados: Beta-bloqueadores, Redução da pós-carga, Espironolactona e Diuréticos.
  • Intervenção Cirúrgica

Podem ser consideradas várias intervenções cirúrgicas. O momento adequado para qualquer síntese de intervenções não se sabe, no entanto, o risco de morte súbita em pacientes adolescentes do sexo masculino é significativo.
  • Gravador Implantável

Este dispositivo é implantado sob a pele para registrar todas as arritmias que possam acontecer. Normalmente está indicado quando ocorrem sintomas cardiovasculares graves.
  • Cardioversor-desfibrilhador Implantável

Um cardioversor-desfibrilador implantável deve ser considerado após o diagnosticar da doença com alterações hipertróficas graves do coração. Para os pacientes que têm a forma de cardiomiopatia dilatada, um cardioversor pode também ser indicado, devido ao grau de disfunção cardíaca e história prévia de arritmias.
  • Transplante Cardíaco

Vários relatos mencionam pacientes com a doença diagnosticada que foram submetidos a transplante cardíaco. O transplante deve ser considerada como um tratamento a longo prazo, porque a expectativa de vida é curto. É muito importante a análise de transplante especialmente em pacientes do sexo masculino adolescentes, devido à alta incidência de morte súbita.

Prognóstico

Baixa expectativa de vida em pacientes do sexo masculino. Importante o aconselhamento e a educação tanto para o paciente como para a sua família. É também aconselhado uma avaliação por neurologia, de forma a avaliar o grau de garantia miopatia esquelética e as deficiências cognitivas. O teste genético molecular e a consulta de aconselhamento genético são igualmente importantes.

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Disosteosclerosis

A Disosteosclerosis é uma doença óssea rara caracterizada por displasia esquelética com osteoesclerose progressiva, frequentes na base do crânio, costelas, clavícula e escápula. Tem uma prevalência inferior a 1/1.000.000 nascimentos, na literatura médica estão documentados menos de 30 casos. A hereditariedade é variável, podendo ser autossómica recessiva e recessiva ligada ao cromossoma X. A idade de início é a neonatal ou a infância. Têm sido identificados casos de consanguinidade. O prognóstico é pobre.

Causas

Esta patologia é causada por mutações no gene SLC29A33. Este gene codifica um transportador de nucleosídeo. Mutações neste gene podem também causar Histiocitose Faisalabad, Doença de Rosai-Dorfman, Hipertricose Pigmentado e Diabetes Mellitus Insulina-dependente.

Sinais e Sintomas

  • Fragilidade óssea
  • Fraturas ósseas
  • Testa proeminente
  • Terço médio da face estreita
  • Achatamento dos corpos vertebrais
  • Anomalias dentais
  • Baixa estatura
  • Atrofia óptica
  • Surdez
  • Epilepsia
  • Alterações de pele
  • Défice psicomotor progressivo.

Diagnóstico   

O diagnóstico desta doença baseia-se na observação clínica complementada por meios complementares de diagnóstico, como radiografia e densimetria óssea que revelam esclerose óssea e osteopenia.

Tratamento

Não existe cura para esta patologia, o tratamento é sintomático. A prevenção de fraturas é a forma mais eficaz de evitar complicações.


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Doença de Devic - Neuromielite Óptica

A Doença de Devic é uma doença rara autoimune desmielinizante inflamatória que afeta a medula espinal e os nervos ópticos, que são aqueles que carregam informações sobre a visão do olho. É caracterizada principalmente por ataques de neurite óptica uni ou bilateral e mielite aguda. Mais raramente, o curso da doença é monofásico, com episódios quase simultâneas de neurite óptica e mielite aguda. Esta forma pode ocorrer em indivíduos mais jovens, sem predileção por género. Nos seus estágios iniciais, a Doença de Devic pode ser confundida com a Esclerose Múltipla.

A cobertura protectora externa dos nervos, a mielina, é perdida. É também conhecida por Neuromielite Óptica. Tem uma prevalência estimada de 1 a 9/100.000 nascimentos. A herança é multigénica e/ou multifactorial. A idade de início é variável. É igualmente caraterizada por recidivas que são mais frequentes em mulheres, 90% dos do total de pacientes são do género feminino, habitualmente de meia-idade.

O início da Doença de Devic varia desde a infância até a idade adulta, com dois picos, um na infância e outro em adultos na faixa dos 40. A maioria dos indivíduos com esta patologia parece ter a forma recidiva da doença, a exacerbação da mesma ocorre com intervalos de meses ou anos de distância, seguidos por uma recuperação parcial durante os períodos de remissão. Cada novo ataque atinge novas áreas de mielina, logo a deficiência é cumulativa.

Causas

A maioria dos casos diagnosticados com esta patologia são de origem idiopática, ou seja, as causas da doença são de origem desconhecida. O estudo de células e tecidos afectados melhoraram a compreensão do processo da patologia.

Existem alguns casos da doença que ocorrem em associação com certas doenças infecciosas como por exemplo a sífilis, o HIV, a clamídia, a varicela, o citomegalovírus e o vírus Epstein Barr. A natureza desta associação não é clara. É possível que algumas infecções possam desencadear a doença em indivíduos que têm predisposição para a mesma.

Indivíduos com esta patologia têm frequentemente outras doenças autoimunes sistémicas de base como:

  • Lúpus Eritematoso sistémico
  • Síndrome de Sjögren
  • Miastenia Gravis.

Sinais e Sintomas

Os sinais e os sintomas pioram com o tempo e incluem:
  • Neurite óptica
  • Mielite transversa
  • Deficiência sensorial e da bexiga
  • Disfunção intestinal
  • Paraparesia
  • Tetraparesia
  • Cegueira.
Mais raramente:
  • Náuseas
  • Vómitos intratáveis ​​(devido a inflamação na medula)
  • Distúrbios do sono (devido ao envolvimento do hipotálamo)
  • Edema cerebral:
  • Confusão
  • Coma.

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico, mas a ressonância magnética pode identificar lesão medular longa estendendo-se por três ou mais segmentos vertebrais durante os ataques de mielite aguda, sendo extremamente útil na diferenciação deste distúrbio com esclerose múltipla

Quando os anticorpos aquaporina-4 são detectados, sua especificidade permite um diagnóstico clínico menos simples, especialmente em pacientes que apresentem um primeiro caso de mielite transversa ou em pacientes com lesões cerebrais atípicas. A presença de uma longa lesão na medula espinal durante os ataques agudos de mielite não é necessária para o diagnóstico da doença em pacientes asiáticos.

Os diagnósticos diferenciais incluem:

  • Doença do Tecido Viral
  • Lúpus Eritematoso Sistémico.

Tratamento

Atualmente não há cura para esta patologia mas existem terapias para aliviar os sintomas por ela produzidos, assim como as recidivas. Os ataques agudos são tratados com doses elevadas de corticosteróides por via endovenosa. Os tratamentos de manutenção a longo prazo são efetuados com medicamentos imunossupressores, como a azatioprina ou o micofenolato de mofetil, combinados com corticosteróides, em alguns pacientes, ou terapia com rituximab.

Prognóstico

O prognóstico é variável, os pacientes podem recuperar completamente, mas normalmente permanecem défices neurológicos residuais, sendo por vezes esses mesmos défices graves.

Não correctamente identificada ou tratada, até 30% dos pacientes podem nos primeiros 5 anos da doença, num ataque de mielite grave, ficarem com insuficiência respiratória.

Existe uma outra forma da Doença de Devic que é caracterizada por um ataque único mas muito grave. Este estende-se por um ou dois meses. Algumas pessoas são severamente afetadas e podem perder a visão em ambos os olhos assim como o uso dos membros superiores e inferiores.

A maioria dos indivíduos experimenta um grau moderado de fraqueza muscular devido à perda permanente de mielite. A fraqueza muscular pode causar dificuldades respiratórias e pode requerer o uso de ventilação artificial. A morte causada por complicações respiratórias ocorre frequentemente.

Um grande número de paciente tornar-se-á cego de um, ou ambos os olhos, e ficará com uma substancial paraparesia residual. O impacto do tratamento precoce com agentes eficazes a longo prazo é desconhecido, mas a evidência corrente sugere que a taxa de ataque pode ser reduzida em mais de 50% com a terapia imunossupressora eficaz.

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Síndrome de Duane

A Síndrome de Duane é uma doença ocular rara. Carateriza-se por um distúrbio do movimento dos olhos. Esta condição limita o movimento ocular horizontal, ou seja, do olho para fora (abdução), em direcção à orelha, porém existem alguns casos em que a limitação ocorre com o movimento para dentro (adução), em direção ao nariz. De um modo geral apenas um olho é afetado.

Estudos genéticos de duas famílias numerosas mostraram uma hereditariedade autossómica dominante (forma mais comum) mas também existem casos com transmissão autossómica recessiva. Contudo, é uma condição que surge isolada na maior parte dos casos, cerca de 70%, mas pode estar associada a outras anomalias (geralmente anomalias do sistema esquelético, orelhas, olhos, sistema nervoso, rins e do trato urinário).

A idade de início é a neonatal, está presente ao nascimento. Alguns indivíduos com esta síndrome desenvolvem ambliopia, ou seja, o olho torna-se preguiçoso, é uma condição que provoca perda de visão no olho afetado. Ocorrem a maioria dos casos, sem outros sinais e sintomas.

Existem três formas desta síndrome, designados por Tipo 1, 2, e 3. Os tipos variam consoante a severidade e a restrição dos movimentos oculares (movimento para fora, para dentro ou ambos). Os três tipos são caracterizados pela retração do globo ocular.

Sinais e Sintomas

  • Ambliopia
  • Perda de visão
  • Desalinhamento ocular
  • Retração do olho afetado (ao olhar para dentro - adução)
  • Posição anormal da cabeça
  • Limitação do movimento ocular horizontal:
    • Movimento exterior
    • Movimento interior
    • Movimento interior e exterior (em simultâneo)
  • Fissura palpebral estreita (durante a adução, o globo ocular puxa a abertura dos olhos, estreitando-a).

Causas

Foram encontradas mutações no gene SALL4 responsáveis por causar esta patologia. Contudo, estão documentados 25 casos esporádicos da doença sem alterações no gene SALL4. Existe alguma evidência que a Síndrome Duane possa resultar na ausência do nervo craniano VI e inervação aberrante. Está também associada a outras anomalias. Em alguns casos pensa-se que resulte de uma perturbação do desenvolvimento embrionário normal, ou por um fator genético ou ambiental, que ocorre quando os nervos cranianos e os músculos oculares estão se desenvolvendo, normalmente entre a terceira e a sexta semana de gravidez.

Esta síndrome pode também ser encontrada como parte de um outro transtorno, mas autossómico recessivo, que pode incluir surdez, fraqueza facial e malformações vasculares devido a mutações no gene HOXA1.

Tratamento

O tratamento da síndrome de Duane envolve geralmente uma cirurgia de correção. Principais objectivos da cirurgia:
  • Eliminar ou melhorar a posição anormal da cabeça
  • Eliminar ou reduzir o desalinhamento ocular
  • Reduzir retração quando o olho roda para dentro
  • Melhorar o movimento ocular vertical que pode estar afetado em determinados movimentos do globo.
Até ao momento nenhuma técnica cirúrgica específica foi completamente bem sucedida em eliminar os movimentos anormais do olho. Contudo, alguns dos procedimentos utilizados demonstraram benefícios significativos. A escolha da intervenção mais apropriada depende do caso e do indivíduo. A taxa de sucesso na cirurgia para eliminação da posição anormal da cabeça é estimada em 79 a 100%.

Além do tratamento cirúrgico existem outras formas de tratar ou melhorar a sintomática desta patologia. Essas outras formas incluem assentos especiais, principalmente na escola, para a criança poder apoiar a cabeça e manter um alinhamento correto; uso de espelhos retrovisores especiais para ajudar durante a condução; uso de fármacos para tratar a insuficiência de convergência secundária, que é incapacidade dos olhos em convergirem para a mesma posição, ou seja, voltarem-se um para o outro ou sustentarem essa posição.

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Oftalmoplegia Externa Progressiva

A Oftalmoplegia Crónica Progressiva Externa é um tipo de miopatia mitocondrial rara de origem genética, caracterizada por perda de funções musculares da pálpebra e do movimento do olho. A miopatia mitocondrial descreve uma doença que provoca problemas nervosos e musculares. Os sinais e os sintomas tendem a apresentar no início da idade adulta, por volta dos 20 anos. Em alguns casos apenas um olho é afetado.

Esta patologia pode ter uma hereditariedade autossómica recessiva ou autossómica dominante, mas também pode ocorrer de forma esporádica. A forma esporádica refere-se à possibilidade de ocorrência de uma nova mutação genética, pela primeira vez na família do indivíduo afetado
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Esta patologia também pode ser encontrada em outras formas de miopatias mitocondriais. Em particular:
  • Síndroma de Kearns-Sayer
  • Distrofia fácio
  • Miastenia gravis
  • Doença de Graves.

Causas

As mitocôndrias existem nas células do organismo. Elas produzem a energia necessária para a função normal da célula. Nestas células, o ADN pode ser encontrado tanto no centro da célula (ADN nuclear), como no interior da mitocôndria (ADN mitocondrial). As mutações no ADN mitocondrial ou nuclear, envolvendo genes importantes para a função normal das mitocôndrias, podem causar Oftalmoplegia Crónica Progressiva Externa.

Sinais e Sintomas

  • Fraqueza dos músculos oculares externos (oftalmoplegia)
  • Inclinação das pálpebras (ptose).
  • Fraqueza muscular nos braços e pernas (resultando em intolerância ao exercício)
  • Fraqueza dos músculos da face e do pescoço
  • Diplopia (visão dupla).

Diagnóstico

Baseia-se inicialmente nos achados clínicos. É confirmada por determinação genética.

Tratamento

A ptose causada por esta patologia pode ser corrigida por cirurgia ou através do uso de óculos especiais que têm a função de levantar as pálpebras superiores. Cirurgia de estrabismo pode ser útil em pacientes que apresentem diplopia (visão dupla).

Alguns dos portadores desta doença têm uma deficiência de coenzima Q10. A coenzima Q10 é importante para a função mitocondrial normal. A administração desta coenzima pode melhorar a função neurológica de um modo geral e aumentar a tolerância ao exercício.

Prognóstico

Os indivíduos com esta patologia têm uma expectativa de vida normal. Embora os sintomas tendem a agravar-se ou a progredir com o tempo, a severidade dos mesmos varia muito de pessoa para pessoa. Algumas pessoas têm sintomas leves envolvendo principalmente os músculos dos olhos, outros indivíduos podem desenvolver uma doença mais grave, envolvendo não apenas os olhos, mas outros músculos e órgãos também.

Fontes:
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